Nascido nas bandas da ZL, na entrada de Itaquera, vi minha mãe perder emprego por não ter "boa aparência". Mamãe sem emprego, papai morando em outra casa e as crianças, ficam como? Pois é, eu acabei ficando com livros, uma bola de basket, duas vós, um vô e algumas tias; primos, primas e irmãs. Alguns amigos também. Enquanto isso, minha coroa de azeviche ia batalhar algum pro nosso sustento. Posso afirmar, com ar de alívio: o pão nunca se ausentou da mesa de casa, nem o arroz do almoço ou o feijão na janta. Felizmente, posso dizer que não passei fome, mas tive de engolir muito sapo e mastigar diversas vontades.
O efeito pedagógico do não foi devastador: hoje tenho orgulho de ser filho de quem sou. A cada dia, mais e mais, percebo as belezas e os fossos de onde estou. Quanto mais estudo, mais tenho certeza de por quem devo ser. É nesta pegada que sigo firme pra dar aos meus filhos o que jamais me faltou ao crescer - AMOR: verbo a ser conjugado em todos os tempos deste blog.
Comentários nada isentos sobre um mundo parcial.
domingo, 16 de agosto de 2009
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Post lindo... Por essas e outras que cada vez te admiro mais!
ResponderExcluirSiga em frente querido e nunca desista de vencer!
Adoro-te!
Bjs Carol_Venuto
Compareci.
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